Exposição de quadros da artista Cris Lopes no Samer. Confira as obras aqui
Cuidados com a Menopausa "Osteoporose" - Artigo
Samer
A Dengue é um dos principais problemas de
saúde pública no mundo.
O quadro clínico da gripe é bem
mais agressivo que aparenta ser.
Caminhada:Um dos esportes mais saudáveis de praticar.
Jovens e mulheres na mira da indústria
do tabaco.
Para pacientes com gota, Samer traz a Dieta Hipopurínica.
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta
a dengue como um dos principais problemas de saúde pública
no mundo. A estimativa é de 50 a 100 milhões de casos
a cada ano em mais de 100 países. No Brasil as condições
climáticas e sócio-ambientais favorecem a procriação
do Aedis aegypti, o mosquito transmissor da dengue.
As regiões mais propícias para o desenvolvimento do mosquito são as cidades litorâneas e bairros localizados perto de rios. Mas, como para o Aedis aegypti se reproduzir basta água parada e limpa, vale verificar, em casa, como estão os vasos de flores, evitar as plantas aquáticas e os objetos de decoração que levam água.
“A dengue é uma doença de difícil diagnóstico, pois seus sintomas são muito parecidos com os da gripe ou outras viroses e até algumas infecções bacterianas, como a febre tifóide”, explica David Salomão Lewi, infectologista do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE). Para diferenciá-las é importante estar atento e saber se o paciente esteve em áreas consideradas endêmicas, destacando-se as zonas litorâneas.
Na luta pelo combate ao mosquito a comunicação e envolvimento
da sociedade são imprescindíveis. Informações
veiculadas na mídia e campanhas como o Programa Nacional de Controle
da Dengue, do Ministério da Saúde, servem para alertar
a população que, apesar das altas chances de cura, a dengue
pode matar e a forma mais eficaz de prevenção é
não deixar o mosquito transmissor se reproduzir.
Prevenir é o segredo
Batizado de “mosquito limpo”, o agente transmissor se reproduz em águas limpas e paradas. Para evitar a procriação é preciso adotar medidas simples, que merecem atenção especial no verão, quando as chuvas acontecem com mais freqüência:
1. Mantenha os pratos dos vasos sempre secos. Uma dica: colocar um
pouco de areia, assim não haverá risco de água
parada;
2. As garrafas vazias devem estar sempre de cabeça para baixo.
O ideal é guardá-las em lugar coberto, evitando que se
encham com a água da chuva;
3. Troque a água para consumo dos animais todos os dias. Os recipientes
lavados com bucha ou escova, pelo menos uma vez por semana. Mantenha-os
sempre em locais frescos;
4. Não guarde pneus velhos; eles podem ser reciclados e a maioria
das borracharias aceita doações;
5. Tampe poços, tambores e outros depósitos de água;
6. Limpe as caixas d'água e cisternas de prédios pelo
menos uma vez ao ano. Esses recipientes devem ficar tampados;
7. Ensaque o lixo caseiro em sacos plásticos;
8. Chame a limpeza urbana de sua cidade para remover lixo e entulhos,
bem como para escoar água parada ou empoçada.
Em algumas cidades, a equipe da Fundação Nacional de Saúde (FNS), passa com o "fumacê" e pulveriza inseticida. Se isso acontecer perto da sua casa, abra completamente as portas e janelas, cubra os alimentos, as gaiolas, os aquários e os latões contendo água de beber.
É a mais comum, contraída logo na primeira vez em que
uma pessoa é picada pelo mosquito. Um dos primeiros sintomas
é febre alta e dores de cabeça. A febre dura cerca de
cinco dias, com melhora progressiva dos sintomas em 10 dias. Raramente
há complicações.
Hemorrágica
Acomete raramente pessoas que são infectadas novamente por outro sorotipo de vírus (existem 4 sorotipos que podem causar doença no homem). Essa é uma forma grave de dengue que pode levar à morte. No início, os sintomas são iguais aos da dengue clássica, mas após alguns dias, há sangramento em vários órgãos.
Doença disfarçadaA dengue pode ser confundida com sarampo, rubéola e gripe, pois possui sintomas semelhantes. O dr. Lewi alerta que é preciso ficar atento às pequenas diferenças entre essas doenças e verificar se há informação sobre epidemias e em quais regiões. “Cruzando os dados é mais fácil chegar a um diagnóstico e, em caso de suspeita, o correto é sempre procurar um hospital”, orienta.
Fique de olho nos sintomas da dengue e nos dados que devem ser analisados para que você consiga diferenciá-la de outras doenças:
1. Febre, geralmente alta – em torno de 40ºC – que
dura de 4 a 7 dias
2. Fortes dores de cabeça e atrás dos olhos
3. Manchas vermelhas por todo o corpo
4. Indisposição e dores musculares
5. Náusea e vômito
Diante desses sintomas é importante se fazer as seguintes perguntas:
1. Estive em regiões de risco de incidência do mosquito?
2. Lembro-me de ter sido picado? (vale dizer que a picada não
provoca coceira)
Segundo o infectologista, o tratamento da dengue serve para aliviar os sintomas. Não há nenhum medicamento que elimine ou combata diretamente o vírus. “Remédios à base de ácido acetilsalisílico – como Aspirina – e outros antiinflamatórios, não devem ser utilizados no tratamento”, alerta. Isso porque a dengue causa alterações no sangue e o uso desses tipos de medicamentos podem levar a manifestações hemorrágicas nos pacientes.
fonte e foto:Site do Hospital Albert Einstein:
http://www.einstein.br/portal2007/con-cham-enti.aspx?ic=112&iex=1&ix=54&ix1=50&id=79